Ora, quando gente
Tem essa mania sim,
De pegar algo alheio,
Tintim por tintim
Já procura um meio
De pegar numa boa.
Isso vem de criança,
É o gênio da pessoa.
Minha mãe, D. Dedé,
Já dizia com razão:
“Quem pega agulha
De outro, pega avião,
Só depende do meio
E da ocasião também
É claro, se não pode
Pegar um avião tem
Sim, o mesmo almejo,
Até um sapato velho,
Só pra cumprir a sina.
Agora, eu já quero
Avaliar os aforismos
Que desde criança
Eu trago. Ora, ainda
Eu sem a esperança
De ter o que comer,
Não pensou a mente
Em pegar nada não,
De ninguém. A gente
Ainda jogado na rua,
Não quer algo alheio.
Por que, ó Querino?
Porque hoje, eu creio
Que eu não nasci não,
Para possuir algo sem
Trabalhar ou à custa
Do labor de alguém.
Agora, eu pergunto:
É carência um Doutor
Pegar algo de alguém
Ou mesmo do Setor
Onde ele trabalha?
Ora, só pega por que
A sua natureza é sim,
Seguida pelo prazer.
Porque têm pessoas
Que sofre até demais,
Sem ter nem o que
Comer, e não é capaz
De pegar nada não,
Das outras pessoas.
Diz: “É da Prefeitura.”
E então leva na boa
Como se fosse dono.
Isso é sim um furto,
Perdoe a expressão,
É no órgão público
Que deve ter o siso
De honestidade, pois
Se alguém leva algo,
Se frustrará depois
E furta a si mesmo,
Ninguém dará jeito,
Ainda que lhe bote
Lá no Céu, o sujeito
Faz besteira na boa.
O anjo Lúcifer era
O mais influente lá,
E veio para a Terra
Já intitulado Diabo
Ou Satanás, a ponto
De tirar a paz sim,
De homens cônscios
E mulheres cientes
Que Deus ama sim,
A pessoa que faz
Tintim por tintim
O bem aqui no Orbe
Intitulado Terra,
Mormente no meu
Amado pé de serra
Titulado Bananeiras,
Onde sempre fico
Com a D. Marisa,
Mulher de espírito,
Alma e coração bom,
Quer dizer, pra mim.
A gente não visa
Algo alheio, pois o fim
De quem visa é vil.
Ora, trabalhamos
Contentes e ditosos
No cantinho baiano,
Pra sobrevivermos
Honestamente sim.
Pois já sei que tudo
Isso vai ter um fim,
E certamente sabe
Disso a D. Marisa,
Então, se eu já não
Preciso nesta vida
Pegar nada alheio,
D. Marisa também
Não necessita não,
Esse gênio não tem.
Eu até penso que
Essa gente assim,
Não tem culpa não,
E faz isso até o fim.
Ora, o melhor que
Eu faço é pedir sim
Ao Senhor Deus
Que afaste de mim
A sina desagradável,
Pois fazendo o bem,
Quando eu precisar
Ganharei de alguém.
A minha mãe dizia:
“Filho não furte
Nada de ninguém,
Mesmo que custe
Um valor altíssimo,
Espere seu tempo,
Se trabalhar com
O contentamento,
Deus abrirá portas
Pra você conseguir
O que almeja sim,
O teu coração aqui.”
Ora, a minha mente
Perdeu o sentido,
A ponto de eu ficar
No Mundo perdido,
Com fome, descalço
E maltrapilho sim,
Dormi nas calçadas,
Mas não veio a mim
A ideia de eu furtar
Nada de ninguém,
Agora, eu trabalho
Muito feliz também
Na Empresa pública,
E se eu não puder
Ajudá-la, não pegarei,
Pois eu acho que é
Um furto do próprio
Bolso. Ora, se lá tem,
Quem já deu fui eu
Pra ajudar também
Em forma de Tributo.
Então, não tenho não,
Direito de carregar
Nada, já lucro, irmão,
Com o meu salário.
E se eu pegar algo,
Vai fazer falta sim
Pra um necessitado
Que carece do órgão
Público pra ser feliz
Assim como eu sou
No cantinho do País
Titulado Pindobaçu
Onde fica Bananeiras,
Lugar onde eu nasci,
Cresci e a vida inteira
Eu trabalho para ter
As coisas ou algo,
Através do meu suor
E sangue derramando
Durante o trabalho
Que eu ainda tenho,
E sempre vou ditoso,
E alegre eu venho.
Mas já cônscio que,
Tudo isso que faço
Vai ficar para outros,
Pois sairei do espaço
Visando a Dimensão
Celestial. Então, eu
Não tenho precisão
De furtar não, o seu
Dinheiro ou outra
Coisa que você tem
Conseguido com
Muita luta também.
Mas para quem tem
Essa mania de pegar
As coisas alheias,
Isso nunca deixará,
Pois Deus já fez sim,
Com essa natureza.
Por mais que tenha
Na terra a riqueza,
Essa mania segue
A sua vida na boa.
Eu não faço crítica
Não, dessas pessoas.
Por que, ó Querino?
Porque eu já sei
Que não é por que
Elas querem fazer
Esse mal com prazer.
Agora, eu pergunto:
Que precisão tem
De um milionário
Furta aqui também?
Ora, eu sou pobre,
E não vejo carência
Para eu furtar nada.
Agora, você pensa...
Sei que entre todos
Os seres há o gosto
Ou a mania de pegar
Sim algo de outros.
Então, quem sou eu
Pra condenar vidas
Que Deus fez assim?
Ora, já li na Bíblia
Versículo que diz:
“Muitos dos que
Dormem no pó
Da terra ressuscitarão,
Uns para a vida
Eterna, e outros
Para vergonha
E horror eterno.
Então, dá a entender
Que ninguém é não,
Ruim por bom gosto,
Já tem predestinação.
Acha que, se eu fosse
De natureza ruim,
Pelo que eu já passei,
Eu seria eu assim?
Mário Querino – Poeta de
Deus

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