quarta-feira, 5 de novembro de 2025

NINGUÉM É NÃO, RUIM POR BOM GOSTO, JÁ TEM PREDESTINAÇÃO

 


Mário Querino 05/11/2025

 

Ora, quando gente

Tem essa mania sim,

De pegar algo alheio,

Tintim por tintim

 

Já procura um meio

De pegar numa boa.

Isso vem de criança,

É o gênio da pessoa.

 

Minha mãe, D. Dedé,

Já dizia com razão:

“Quem pega agulha

De outro, pega avião,

 

Só depende do meio

E da ocasião também

É claro, se não pode

Pegar um avião tem

 

Sim, o mesmo almejo,

Até um sapato velho,

Só pra cumprir a sina.

Agora, eu já quero

 

Avaliar os aforismos

Que desde criança

Eu trago. Ora, ainda

Eu sem a esperança

 

De ter o que comer,

Não pensou a mente

Em pegar nada não,

De ninguém. A gente

 

Ainda jogado na rua,

Não quer algo alheio.

Por que, ó Querino?

Porque hoje, eu creio

 

Que eu não nasci não,

Para possuir algo sem

Trabalhar ou à custa

Do labor de alguém.

 

Agora, eu pergunto:

É carência um Doutor

Pegar algo de alguém

Ou mesmo do Setor

 

Onde ele trabalha?

Ora, só pega por que

A sua natureza é sim,

Seguida pelo prazer.

 

Porque têm pessoas

Que sofre até demais,

Sem ter nem o que

Comer, e não é capaz

 

De pegar nada não,

Das outras pessoas.

Diz: “É da Prefeitura.”

E então leva na boa

 

Como se fosse dono.

Isso é sim um furto,

Perdoe a expressão,

É no órgão público

 

Que deve ter o siso

De honestidade, pois

Se alguém leva algo,

Se frustrará depois

 

E furta a si mesmo,

Ninguém dará jeito,

Ainda que lhe bote

Lá no Céu, o sujeito

 

Faz besteira na boa.

O anjo Lúcifer era

O mais influente lá,

E veio para a Terra

 

Já intitulado Diabo

Ou Satanás, a ponto

De tirar a paz sim,

De homens cônscios

 

E mulheres cientes

Que Deus ama sim,

A pessoa que faz

Tintim por tintim

 

O bem aqui no Orbe

Intitulado Terra,

Mormente no meu

Amado pé de serra

 

Titulado Bananeiras,

Onde sempre fico

Com a D. Marisa,

Mulher de espírito,

 

Alma e coração bom,

Quer dizer, pra mim.

A gente não visa

Algo alheio, pois o fim

 

De quem visa é vil.

Ora, trabalhamos

Contentes e ditosos

No cantinho baiano,

 

Pra sobrevivermos

Honestamente sim.

Pois já sei que tudo

Isso vai ter um fim,

 

E certamente sabe

Disso a D. Marisa,

Então, se eu já não

Preciso nesta vida

 

Pegar nada alheio,

D. Marisa também

Não necessita não,

Esse gênio não tem.

 

Eu até penso que

Essa gente assim,

Não tem culpa não,

E faz isso até o fim.

 

Ora, o melhor que

Eu faço é pedir sim

Ao Senhor Deus

Que afaste de mim

 

A sina desagradável,

Pois fazendo o bem,

Quando eu precisar

Ganharei de alguém.

 

A minha mãe dizia:

“Filho não furte

Nada de ninguém,

Mesmo que custe

 

Um valor altíssimo,

Espere seu tempo,

Se trabalhar com

O contentamento,

 

Deus abrirá portas

Pra você conseguir

O que almeja sim,

O teu coração aqui.”

 

Ora, a minha mente

Perdeu o sentido,

A ponto de eu ficar

No Mundo perdido,

 

Com fome, descalço

E maltrapilho sim,

Dormi nas calçadas,

Mas não veio a mim

 

A ideia de eu furtar

Nada de ninguém,

Agora, eu trabalho

Muito feliz também

 

Na Empresa pública,

E se eu não puder

Ajudá-la, não pegarei,

Pois eu acho que é

 

Um furto do próprio

Bolso. Ora, se lá tem,

Quem já deu fui eu 

Pra ajudar também

 

Em forma de Tributo.

Então, não tenho não,

Direito de carregar

Nada, já lucro, irmão,

 

Com o meu salário.

E se eu pegar algo,

Vai fazer falta sim

Pra um necessitado

 

Que carece do órgão

Público pra ser feliz

Assim como eu sou

No cantinho do País

 

Titulado Pindobaçu

Onde fica Bananeiras,

Lugar onde eu nasci,

Cresci e a vida inteira

 

Eu trabalho para ter

As coisas ou algo,

Através do meu suor

E sangue derramando

 

Durante o trabalho

Que eu ainda tenho,

E sempre vou ditoso,

E alegre eu venho.

 

Mas já cônscio que,

Tudo isso que faço

Vai ficar para outros,

Pois sairei do espaço

 

Visando a Dimensão

Celestial. Então, eu

Não tenho precisão

De furtar não, o seu

 

Dinheiro ou outra

Coisa que você tem

Conseguido com

Muita luta também.

 

Mas para quem tem

Essa mania de pegar

As coisas alheias,

Isso nunca deixará,

 

Pois Deus já fez sim,

Com essa natureza.

Por mais que tenha

Na terra a riqueza,

 

Essa mania segue

A sua vida na boa.

Eu não faço crítica

Não, dessas pessoas.

 

Por que, ó Querino?

Porque eu já sei

Que não é por que

Elas querem fazer

Esse mal com prazer.

 

Agora, eu pergunto:

Que precisão tem

De um milionário

Furta aqui também?

 

Ora, eu sou pobre,

E não vejo carência

Para eu furtar nada.

Agora, você pensa...

 

Sei que entre todos

Os seres há o gosto 

Ou a mania de pegar

Sim algo de outros.

 

Então, quem sou eu

Pra condenar vidas

Que Deus fez assim?

Ora, já li na Bíblia

 

Versículo que diz:

“Muitos dos que

 Dormem no pó

Da terra ressuscitarão,

 

Uns para a vida

Eterna, e outros

Para vergonha

E horror eterno.

 

Então, dá a entender

Que ninguém é não,

Ruim por bom gosto,

Já tem predestinação.

 

Acha que, se eu fosse

De natureza ruim,

Pelo que eu já passei,

Eu seria eu assim?

 

Mário Querino – Poeta de Deus

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