De que vale ter ouro
Nas orelhas, pescoço,
Pulsos e nos dedos
E vivendo feito louco
Neste vasto Planeta
Onde anda iludido
Com essa coisa
Que faz compelido
Virar sim, o coração
Para ser diferente,
Como não se espera
Perante essa gente?
Ora, ouro no corpo
Traz uma admiração,
Mas se esse usuário
Carregar no coração
Orgulho e ingratidão,
Para com as amigas
E amigos, não passa
De fantasia na vida
Que é efêmera aqui
No Planeta Terra
Onde fica Bananeiras,
Meu bom pé de serra.
Ora, no meu ponto
De vista, ouro brilha
E chama a atenção,
Quando cruza trilha
Que merece cruzar,
Mas pelo que vejo,
O ouro está oculto
Por causar o desejo
No olhar de muitos
Que jamais aceitam
Os irmãos obtê-lo
Neste vasto Planeta.
Ter ouro nas orelhas,
Nos dedos, no pescoço
E nos pulsos, não quer
Dizer que tem gosto
De exibir tudo isso.
Por que, ó Querino?
Porque fulgor oculto
No canto nordestino,
Pra mim não há não,
Nenhum sentido.
Então de que vale
Seu ouro escondido
Por trás da camisa
Ou outro acessório
Que oculte o ouro?
Não me vanglorio,
Pois esconder brilho
Não é de inteligente,
Porém, se esconder,
Não encanta a gente.
Então, para que ouro
Nas orelhas, pescoço,
Pulsos e nos dedos,
Com um medo louco?
Seja simples como
Pomba, e prudente
Como serpente. Quer
Mostrar pra gente?
Retire os acessórios
Para seu ouro brilhar,
Se não, não vale não,
A pena você usar.
Mário Querino – Poeta de
Deus
“Vós sós a luz do mundo.
Não se pode esconder
a cidade edificada sobre
um monte; nem se acede
uma candeia para colocá-la
debaixo do alqueire, mas
no velador, e alumia
a todos os que se
encontram
na casa.”
(Mateus 5, 14-15)
Ora, assim também brilhe
o ouro perante as pessoas,
para que vejam o valor
que ele tem em quem usa.
(Mário Querino)

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