terça-feira, 6 de setembro de 2011

POR MORTE DE FUNCIONÁRIO PÚBLICO

Poeta - Mário Querino


No mundo há Administrador
De órgão público,
Que sua casa é de Doutor,
Mas o órgão parece sepulcro.


Paredes com reboco caído,
Piso todo esburacado,
As janelas sem vidro
E o telhado quebrado,


As portas arrancadas,
A encanação mal feita,
As lâmpadas queimadas
E a população satisfeita.


Os funcionários oprimidos
Com o salário atrasado,
Muitas vezes constrangidos
Por comprarem fiado.


Às vezes vão trabalhar
Sem nenhuma segurança,
Caso adoeça precisa marcar
A consulta sem esperança


De o Médico aparecer.
A doença vai aumentando
E muitos chegam a morrer.
Então fica lamentando


E determina 3 dias de luto
Para a cidade inteira,
Por morte de funcionário público
Que morreu dessa maneira.


Existe Administrador público
Deixando quase tudo cair
Alegando a falta de recursos
Para então reconstituir.


Caso uma parede caia,
Aparecem os recursos,
Não importa de onde saia,
Tudo vem logo ao público.


Será por que isso acontece?
É descaso para com o órgão,
Que de todos nós merece
O bom zelo e a boa atenção.


Tomara que meus netos
Não sejam destruidores,
Meus filhos até fazem sucesso
São realmente conservadores.


Todavia, tudo pode mudar,
Não tenho dúvida disso.
Porém, vamos então rezar
E apresentá-los a Cristo,


Para serem bons zeladores,
Não só de órgãos públicos,
Porém, de obras de senhores
Que investem seus recursos.


Mário Querino – Poeta de Deus

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