A MORTE NÃO MATA O VIVO, O VIVO QUE SE ENTREGA POR NÃO TER APRENDIDO VIVER

Poeta Mário Querino 05/08/2017


Alguém me perguntou:
“Sabes delinear a Morte?”
Eu falei: Como Poeta sou,
E tenho este bom dote,


Posso tentar descrever
A Morte que faz medo,
Mesmo tendo o saber
Que leva sem segredo


E sem medo da Justiça.
O povo ilustra a Morte
Como coisa esquisita,
Mas ela tem algo forte


Que brilha sim no rosto
De quem está morrendo.
Claro, mostra aos outros
Que o que está vendo


É tão forte que faz careta
Ao ver o rosto da Morte.
Será um sábio ou besta
Para cair no seu golpe?


Contas que a Morte é
Feia, ruim e muito cruel.
Por que não solta seu pé
E segue ao Deus do Céu?


A Morte é muito bonita,
Ela é tão encantadora
Que aqui a maioria fica
Tendo como orientadora.


Se a Morte fosse feia
O povo vivia no atalho
Onde ela sempre semeia
Sem nenhum trabalho


O grão que mais agrada?
Quem faz careta no dia
Em que a Morte é chegada?
Quem nunca morrer queria.


Se morrer fosse tão ruim,
Estariam se oferecendo,
Deixando a vida assim,
Pra ficar então querendo?


Como eu gosto de algo
Simples, a Morte nem liga.
Ela tentou me dar bocado
De coisas nesta vida.


Ela sempre se fez de boa
Que oferece o melhor
Para iludir as pessoas
Que se destrói por se só.


A Morte não mata o vivo,
O vivo que se entrega
Por não ter aprendido
A corresponder as regras.


Mário Querino – Poeta de Deus 

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